Juventude Descartável

Porque algumas pessoas são tão descartáveis em nossa vida? Entram, nos trazem momentos bons ou ruins, e saem. E depois é como se não tivessem deixado vestígios de existência.

Pessoas que, por mais insignificantes que sejam, dividem nossa intimidade e desaparecem da nossa própria lembrança como se nunca a tivéssemos visto, ou mesmo compartilhado do nosso suor, desejo ou suspiro.

A indignação não se faz por ter ela sumido de nossos dias, mas sim, pela amnésia social e íntima de pessoas que dividem muito mais do que palavras e olhares.
Esse padrão nos transforma em algo que não sei dar nome, bem como não sei qualificar se bom ou ruim.

Muitas questões me vêm à cabeça. Me pergunto se as pessoas se perguntam, em algum momento, se existe felicidade e uma real satisfação nesse tipo de relação frenética de sexo expresso e histórias sem fundo emocional. O que aprendemos com isso?

Em contrapartida, não vivê-los – até certo ponto – é perder a naturalidade das oportunidades?

Estamos mais liberados emocional e fisicamente?
Ou mais descartáveis socialmente?

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