Postado por : Monik Ornellas





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Há quem diga que ciúme é o tempero do relacionamento. Se for, é um daqueles bem enjoativos.

Ciúme me lembra aquela fase da criança onde ela conjuga dois verbos o ME DÁ e o É MEU, e os utiliza para tudo: brinquedos, coleguinhas, comida, irmãos, pais e por aí vai. Algumas beiram a possessividade.

É claro, não somos mais crianças - no tamanho -, mas de alguma forma continuamos delimitando nosso território, apontando aquilo ou isso que nos pertence. Mas será possível fazer isso com pessoas?

Objetos inanimados não tem escolha, mas aquela pessoinha que adoramos ficar grudadinhos como se o tempo fosse eterno, têm!!!

É aí que o "bicho-pega"! O ciúme nada mais é que uma forma ditadora de controle. Medo, insegurança, dúvida, tudo isso nos assola quando não controlamos a vontade do outro. A verdade é, que a maioria dos ciumentos-de-plantão gostaria mesmo que o parceiro só pensasse, olhasse e desejasse a sua divina e insubstituível presença! E não rola!

Nada disso tem a ver com o que o outro faz ou é, masss, como você vê do seu ângulo neurótico-ciumento o que ele faz e o que ele é.

Exemplo básico: o cara está falando com uma amiga de faculdade sobre um trabalho que está fazendo, e a mulher já pensa que ele está de xaveco com ela. Resultado: A criatura cria um escândalo, faz uma cena e de quebra começa a detestar uma figura que ela nem comece.

Já tem gente que gosta de uma quizumba porque se amarra no frenesi da reconciliação. Tem necessidade do sentimento de paixão, encantamento e sexo animal que acontece ao final de cada pancaria. Nada contra a parte da paixão e sexo animal, muito pelo contrário, só que criar confusão para  obter isso é muito exaustivo, além de desgastar o relacionamento, com o tempo fica chato e curriqueiro.

Existe toda uma psicologia por trás de quem sempre atrai pessoas ciumentas e também para aquelas que o são: baixa estima, dependência, insegurança, etc etc etccc....

O ciúme gera um problema social. Pessoas que são ou namoram com ciumentos normalmente acabam diminuindo seu círculo de amizades, quando não se desvinculam totalmente. Isso é péssimo e acaba por alimentar a neurose do outro.

Há séculos vivemos tipologias de relacionamento beirando a possessividade, o controle e todo tipo de forma negativa de "gostar".

Ciúme possessivo, calado, velado, irônico, não importa o tipo, ciúme é ciúme. Não o vejo como um tempero, mas sim um veneno na corrente sanguínea de quem sente.

O que fazer? Resolver-se! Ninguém é o centro da vida de ninguém, e se for, algo está muito, muito errado.




4 Responses so far.

  1. Gostei...


    Parabéns....

    Seu blg é muito criativo...

    achei no orkut na comu dos escritores ok?

    ;D

  2. Na verdade é uma história....

    Vc leu ela??

    Eu terminei ela pq não aguentava mais falar do personajem...

    Me dava medo...

    Que doidera...

    Abração....

  3. Oi Monique!

    Adorei sua informação sobre a tal sensação de vazio. Mas pior que é verdade, deve ser por isso que temos tantos filosofos e poetas bom naquela epoca.
    Digamos que a solidão é um otimo refugio pra reflexão!

    E sobre seu post, gostei muito, sou suspeita pra falar pq meu ciumes vive a flor da pele
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Espero sua visita no Meninas Má.Com
    Bjos!!

    . Bäd Döll .

  4. Olá Edu!
    Li o último post, achei interessante.
    Mas como vc pode ter medo do seu próprio personagem?
    Abraço!

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