Postado por : Monik Ornellas

É muito interessante a necessidade que temos de responder à altura aquilo que nos atinge de alguma forma.

Na adolescência temos uma busca quase visceral em nos posicionar, tomar partido, agir e jamais ficar calado. Nem sabemos quem somos, mas nos pensamos donos da verdade.

Essa é uma realidade adolescente que ainda habita o mundo dito "adulto".

É certo que precisamos aprender a nos posicionar perante a vida, as pessoas e os obstáculos. Mas quando nos percebemos dando lição de moral e tentando mostrar o tempo todo o quanto o outro está errado, com certeza, algo está muito errado: conosco.

Eu escuto muito no ônibus, no metrô, na rua diversas respostas à altura para todo tipo de coisas, e não estou falando que devemos ficar calados, muito embora, por vezes só essa atitude já seja um posicionamento.

Na minha pós-adolescência eu era uma barraqueira, queria enfiar minhas verdades goela a baixo de todo mundo, e para isso não media esforços em discussões. Depois parti para o extremo, passei a ignorar totalmente a opinião dos outros ao ponto de deixar a pessoa falando sozinha e dar as costas. Hoje tenho prazer em escutar, refletir sobre o assunto e não me furto em dizer: - Interessante, respeito sua opinião, mas penso diferente.

Nosso posicionamento não está somente numa resposta bem formulada, ele está no andar, no vestir ou em somente olhar. Se estamos confortáveis sobre nossas bases, e totalmente conscientes de quem somos, a opinião do outro pode até nos acrescentar se estivermos abertos à isso.

Aquela história do "copo meio cheio, meio vazio" é totalmente aplicável quando levamos em conta que cada um de nós vive em universos diferentes, moldados sob diferentes formas de ver e entender a vida. E só esse entendimento já é uma forma de respeito em relação ao outro.

Temos o péssimo hábito do julgamento e sempre esperamos que os outros tenham os mesmos valores que nós, o que é um grande erro.

Sempre me pergunto: A resposta é para quem? Para o outro ou para mim? Está a altura de quem? Em relação a quê? E o que estou querendo provar?

2 Responses so far.

  1. Daya says:

    Caraca! Eu que não sei como comentar à altura esse post!!
    Vou destacar o que mais chamou minha atenção:
    'Se estamos confortáveis sobre nossas bases, e totalmente conscientes de quem somos, a opinião do outro pode até nos acrescentar se estivermos abertos à isso.'

    Somos como esponjinhas, né.. absorvemos tudo mesmo que involuntariamente! É como comer peixe, precisamos separar os espinhos!!!

    beijOs!!!

  2. Monik, vi seu blog na comunidade do Orkut Casa do Escritor. Passando para comentar. Respeitando a opinião dos outros, a gente se aborrece menos. Que cada um pense o que quise da vida. Não vale gastar energia tentando mudar a opinião do outro.Há uma frase de Montaigne muito interessante : "...há uma peste no homem, é a pretensão de saber alguma coisa"
    Montaigne – Ensaios, 1580.
    Gostei. Aproveite e passa lá no meu: www.desabafodascalcinhas.blogspot.com

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