Postado por : Monik Ornellas

Embora o mundo seja extremamente colorido e brilhante, atualmente vivemos numa sociedade 'tom pastel'. Anda faltando um pouco de autenticidade.

Há um potencial em ser quem somos, mas quem realmente conhece o seu? Não somos ensinados a conhecer nosso potecial, buscar o talento, mas sim, nos encaixar num contexto social e ser aceito com o objetivo maior de ser bem sucedido.

E o que significa ser um sucesso? Em primeiro lugar, ter dinheiro, e para isso uma profissão, um concurso público, um bom cargo numa empresa que lhe conceda benefícios. Todos estão em busca da segurança, de pagar as contas, consumir e quem sabe viver.

O problema na verdade, não é o processo em si, mas sim o que nos leva à isso. Somos movidos por uma simples necessidade de se enquadrar, ou por aquele sentimento que faz nossa alma pulsar?

O que é ser você? Se sentir, reconhecer o que é seu e o que está comprando de fora para que esteja enquadrado no contexto.

Cada um de nós tem uma digital, uma íris, um corpo, e um pensamento pessoal e intransferível, e embora possamos traçar perfis de personalidade linearizando as pessoas, cada um é um universo adverso e multifacetado.

Nossa riqueza está em exatamente sermos totalmente diferentes uns dos outros, mas não temos tolerância para 'diferenças', sejam elas étnicas, sexuais, de personalidade entre tantas outras. Aceitar uma opinião diferente da nossa é uma grande dificuldade, e ao invés de respeitar a opinião do outro nos sentimos agredidos e desrespeitados.

Agregar integridade, estima e apreço por quem somos, significa exatamente olhar para aquele ser humano no espelho e ter orgulho em sê-lo. Olhar para a caminhada e saber que com todos os erros e acertos, nos tornamos cada vez melhores, e o mais importante, cada vez nós mesmos. Não num status de superioridade ao outro, mas numa simples sensação de conforto de ser quem se é.

É quando deixamos de buscar a aprovação da família, do companheiro, dos amigos, da sociedade para somente estar ao nosso próprio crivo. E não se engane, não há julgador mais atroz do que nós mesmos.

Essa pasteurização social nos deixa cada dia mais longe dessa reflexão, desse 'sentir'.

E é por isso mesmo que muitos não conseguem sair do seu armário pessoal. O mundo é melhor quando damos nosso melhor à ele, mas para isso nós temos que aceitar nosso melhor e reconhecê-lo.

Há uma ferocidade dentro de nós, um desejo de sermos mais, não mais ou melhor que ninguém, mas mais de nós mesmos. Mais dessa essência única, mais do nosso melhor, mais dos nossos talentos, mais das nossas paixões. E não falo de paixões de relacionamento, falo das paixões que nos fazem caminhar, tornar o impossível possível, falo das paixões que materializam nossa divindade caminhando para nos tornar quem realmente somos.

One Response so far.

  1. Anônimo says:

    Olá!! Saudades de nossos encontros, nossas viagens de "Bus" onde nossos papos foram ráidos mas muito marcantes e cheios de energia! Lendo seu artido "Ferocidade" adorei... me senti a própria em quase todos os momentos e desabafei com suas palavras tudo que muitas vez vezes deixo dentro de mim,e estou aqui nesta luta para sair desse meu armário pessoal e vou conseguir.
    Parabéns !!!!! Continue assim Beijos
    Irene

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