Postado por : Bitola Humana

O que fazer quando parece que a vida esqueceu de nós? Nada acontece, sem novidades, sem telefonemas, sem encontros, sem sexo... sem emoção.



Temos a necessidade ímpar e urgente de movimento, todos nós! É preciso estar ativo, se exercitar, ser social, estar inserido, telefonar e receber ligações, ser reivindicado, solicitado, com agenda cheia, sem tempo, e nunca, nunca deixar a peteca cair. Na ausência dessa montanha russa física, mental e emocional, depressão.

Nós desaprendemos um ensinamento muito importante que está no Universo: assim como a Vida está para o dia, ela também está para a noite. O que isso quer dizer? A vida não é feita só de altos, ela não só têm, como precisa de baixos.

São os baixos que nos levam a pensar, observar e reavaliar as decisões, por onde temos caminhado, se estamos satisfeitos e o quê é realmente importante. Os baixos nos fazem perceber quando estamos passando por cima de nós mesmos, ignorando nossas emoções, sufocando nosso potencial em prol de coisas que nem sabemos para quê elas nos servem. No frenesi do dia-a-dia quando decisões são tomadas em segundos, é raro conseguir ‘sentir’ o que é mais apropriado, e uma decisão vem seguida de outra criando uma força que nos arrasta e consome, e é exatamente no momento de baixa que conseguimos perceber que ela não nos cabe.

Aqui nesse planeta a base de tudo é cíclica e dual: dia e noite, luz e trevas, homem e mulher, e eles não são só opostos, são também complementares, um depende do outro, capiti? Logo, não há como fugir dos momentos de baixa da vida e sim respeitá-los como eles realmente são: catalizadores, geradores de impulso. Os momentos de baixa nos proporcionam a base para um salto. Estamos sempre dando saltos de consciência.

Um pitstop onde nada acontece, pode ser aquela baixa de produtividade no trabalho, o tempo entre um relacionamento e outro, aquele intervalo entre um emprego e outro ou aquele fim de semana sem nada interessante. Não lute contra, flua no ciclo, se permita relaxar.

Quando não conseguimos reservar um momento deliberado para reflexão, a física da nossa realidade atua sob a forma de doenças, acidentes, stress, depressão e somos obrigados a parar.

Os pitstop´s que a vida nos dá são para que possamos degustar e digerir aquilo que engolimos a seco no dia-a-dia. A vida é deliciosamente magnífica tanto nos dias de sol como nos dias nublados. Enjoy!

2 Responses so far.

  1. Muito bem observado, Monik!É mesmo aquela história - se você não pára, a vida pára você.
    E,tem mais: além de reconher o valor das "baixas", essas fases são tão importantes e regeneradoras para mim, que eu lhes daria outro nome: "período de renovação". Porque não tem jeito, só se tem o bônus, depois do ônus e "crescer" implica em "doer".
    Parabéns pela reflexão!
    Beijos

  2. Luciana says:

    Adorei!!!!

    é exatamente isso que tenho percebido no meu auto conhecimento.

    Os momentos mais proveitosos para isso são justamente os de baixa.

    Embora muitas vezes seja difícil estão sendo os momentos em que tenho mais auto descobertas!!!!

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