Postado por : Bitola Humana


Sim, eu tenho preconceito. Tenho uma lista de coisas que repugno: funk, mulher barraqueira, homens que mais parecem ratos, mediocridade, criança escandalosa e mal educada.

O preconceito é um olhar de julgamento. É um olhar de “não te aceito do jeito que você é, nem suas escolhas”. É também, uma forma de julgar-se melhor que os outros, dono(a) da verdade.

O preconceito hoje não é mais algo que só atinja negros, gordos e homossexuais, ele está em todas as classes sob todas as formas de julgamento do que é certo ou errado, bonito ou feio, social ou antissocial.

Criamos diversas regras para que possamos ser inseridos e aceitos socialmente e muitos que não se encaixaram em tais regras criaram seus próprios grupos, automaticamente este último desenvolveu um baita preconceito em relação ao outro e vice-versa.

Essa tem sido a tônica da sociedade atual, diversos grupos com características, conceitos e visões diferenciadas sobre como é ou tem que ser a vida. “Intelectuais” se acham os melhores, os “Artistas” se pensam mais, os “BR” (vulgo: baixa renda) de tão excluídos criaram a própria cultura, a “Elite” nem é preciso se falar, eles valem literalmente quanto têm, entre outros tantos.
Essa é a realidade da dualidade e também a função de uma sociedade. Quando olhamos nosso próprio reflexo no outro e não gostamos do que vemos: preconceito. Mas, todos os lugares, todas as escolhas e opções levam à um só caminho.

ESTAMOS artistas, ESTAMOS ricos, ESTAMOS Intelectuais, ESTAMOS br, mas de forma alguma SOMOS qualquer uma dessas facetas. SOMOS o conjunto dessas experiências, e SOMOS mais ainda, a sabedoria que tiramos de cada uma delas. Vivemos o teatro da vida comum espelhando diariamente no outro nossa sombra, que é exatamente tudo aquilo que jogamos para baixo do tapete, tudo que não queremos ver sobre nós mesmos.

Há um lado barraqueira em mim que eu repugno, existe uma funqueira enrustida com toda certeza por aqui, meu lado masculino deve ser tão frouxo quanto aqueles que descrimino, da mesma forma, corro atrás incessantemente de consciência para aclarar a mediocridade que habita em mim. E mais do que tudo, repugno todas as crianças que são elas mesmas, enquanto eu, não pude ser.

2 Responses so far.

  1. Bem observado, Monik!Muitas vezes a aversão ou reprovação a alguém ou alguma coisa pode ser vivido como uma espécie de inveja.Normal...Todos usamos desse mecanismo de defesa para sofrer menos nossas perda, incapacidades e frustrações. Portanto, salve, salve o preconceito...rsrssrrs
    Beijos

  2. Lendo este texto realmente me vez parar para pensar!!! Acho sim que tenho alguns preconceitos que carrego comigo há muito tempo e talvez não queira reviver isso agora ... ou será que não me interessa tocar nesse assuntO? ... É muito comodismo da minha parte, mas quando se procura acaba se encontrando muita coisa no fundo do baú. Beijos amiga e bom domingo

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