O que você escolhe: Fácil ou Difícil?

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Porque não podemos simplesmente ser felizes? Você pode decidir deliberadamente que é feliz? 

Parece que o sofrimento é obrigatório, enquanto que a Felicidade é muito condicional. Mais de uma vez essa semana escutei que “Não existe Felicidade, mas sim, momentos Felizes”, e isso me chamou a atenção. Uau! Nós temos os dois pés no sofrimento!

Aprendemos que as coisas não são fáceis, os processos são difíceis e os amores doem. Para ser alguém na vida, tem que penar, passar por várias etapas, sofrer um pouco aqui, depois mais um pouco ali, se as pessoas gostarem do seu trabalho, se a sociedade lhe reconhecer, se você for devidamente registrado e se a sorte e o vento estiverem ao seu favor, então você conseguiu! Fácil, né?

É como se fôssemos uma massa de bolo que só dá liga se bater, bater, bater, bater, bater, bater, bater. Vocês sabem, o segredo de um bom bolo, fora o fermento é bater bastante, bater muito e então ele cresce. E assim, parece que temos sido nós.

A dificuldade é como uma vitamina que percorre nossas veias. Nascemos enaltecendo o sofrimento, fazendo dele o tempero principal de TODAS as situações de nosso dia-a-dia. As pessoas só se sentem merecedoras quando passam por provações para conseguir algo, é como se houvesse a necessidade de justificar o porquê delas terem aquilo.

Precisamos das dificuldades, dos desafios, porque eles tornam nossa vida uma montanha russa, nossas provações valorizam esse enorme potencial que temos em driblar problemas, administrar dívidas, dar conta de muita coisa e ainda conseguir sorrir um pouquinho. O sofrimento está na burocracia do dia-a-dia, está na dificuldade em resolver problemas, está em cada dor sentida e em cada amor vivido.

Qual graça teria a vida se tudo fosse fácil? “Nada é fácil”, todo mundo diz. “Nada pode ser fácil”, eu digo. Há mérito em conseguir algo facilmente? A palavra fácil é mal vista. Fácil tem sinônimo de corrupção, de moleza, de uma pessoa que não faz nada e que se dá bem conseguindo as coisas facilmente. Exemplo: “Ah, essa não fez para ninguém, recebeu uma herança e ficou bem de vida!”.

Algumas coisas estão tão inconscientes, tão incrustadas dentro de nós que fica difícil até perceber esses processos. Mas a humanidade acredita verdadeiramente no poder do sofrimento e com isso ele se torna o ingrediente que permeia dos negócios aos relacionamentos, levando a dor para que se obtenha o aprendizado. Não doeu, não aprendeu.

Temos tanto potencial, tanto potencial! Mas, passamos a maior parte do tempo lutando, pois não só acreditamos que a luta nos torna melhores, como também acreditamos que não há nada se não houver luta, e com isso, esquecemos de exercitar o potencial criador que temos. Desperdiçamos mais da metade de nossas vidas lutando para sobreviver, para se tornar 'alguém', para ser amado, para ser aceito e não conseguimos perceber que tudo está e sempre esteve aqui. Mas acabamos nos distraindo no labirinto que criamos para chegar lá.

Pode ser Fácil?  Será que podemos ser menos dramáticos abrindo mão de ter os dois pés no sofrimento?


Comentários

Irene Moreira disse…
Monik que saudades de sua s postagens. Como sempre colocando as verdades na mesa. Claro que estou nessa corrente também e, na vida, as coisas para terem valor não podem ser fáceis e me acho uma abençoada por ter que lutar por tudo que quero.Cada vitóriua para mim é um recomeço. Beijos e um Feliz 2010 cheio de energia e coisas boas.