Postado por : Monik Ornellas


Não há ninguém que possa dizer quem você é, que não seja você mesmo. Ninguém vê como você, ninguém sente como você, logo, se o outro não é você, ele nunca poderá lhe dizer quem você é, o que pode ou não, ou o que deve fazer.

Diariamente entregamos de graça, de bandeja o poder de quem somos para o outro. Para o pai, a mãe, o marido, os filhos, o chefe, os colegas de trabalho, o namorado, o amigo, a amiga, o governo, a prefeitura e assim indefinidamente. Aprendemos a fazer assim.

Aprendemos que nossa mãe irá nos admirar enquanto bem sucedidos, nos deixará feliz e com isso seremos amados e aceitos. Aprendemos que concordar com os amigos cria uma empatia e com isso estaremos cada dia mais integrados em grupos. Aprendemos que abrir mão daquilo que gostamos para agradar o namorado ou marido, fará com que ele nos ame mais. Aprendemos diversas formas e jogos de estar socialmente inseridos e com isso alimentar a ilusão que somos amados por todos. E nós? Você se ama?

Vejo tantas pessoas reclamando da solidão, mas se eu não conseguir conviver e amar a mim mesma, quem conseguirá?

Só nós temos a ciência de tudo que se passa em nossa mente e em nossas emoções, mas ainda assim, muita gente abre mão disso em busca do amor do outro. É normal buscar um amor, alguém para dividir a vida, o problema é quando só nos sentimos bem, se acompanhados. Eu vejo o amor do outro como um reflexo fiel do amor por mim mesma.

Teve uma época que eu só conseguia encontrar caras que queriam sair comigo, mas, não queriam namorar, e eu sou adepta do namoro, do relacionamento. E depois de um basta numa relação que vinha me deixando cada vez mais triste, comecei a me perguntar: Porque eu estou me permitindo viver uma história que só baixa minha estima? Eu namoraria comigo? Eu namoraria comigo nesse momento da minha vida? E as respostas que descobri foram tão surpreendentes que eu mesma demorei a acreditar.

Não há ninguém que saiba a resposta melhor do que nós. É claro que muitas vezes precisamos sim de um profissional capacitado para conseguir enxergá-las e isso não é papo de maluco, é papo de quem se ama e tem um comprometimento com o próprio crescimento.

Quanto mais nos entendemos, mais nos respeitamos, mais passamos a gostar, a apreciar nossa forma singular de nos conduzir na vida. Ainda erramos, ainda tropeçamos, mas faz parte da experiência de estar aqui.

Recentemente descobri que mais do errar eu nunca desisto de tentar, estou sempre tentando, tentando das formas mais diferentes possíveis. Se eu for fazer minha lista de defeitos ela vai longe, porém, se eu não puder reconhecer o que tenho de melhor, quem poderá fazê-lo?

O fato é que esse poder de se reconhecer anda sendo entregue por aí pela maioria de nós. Imagine uma pilha. Imagine que essa pilha distribui para todos a sua volta um pouquinho da sua energia, um pouquinho de quem ela é. Em determinado ponto ela começa a ficar muito chateada com o que os outros andam fazendo com sua energia.

Eu lhe pergunto: Porque ela distribuiu sua energia para os outros, se todos são exatamente como ela? Todos são pilhas cheias como ela. É claro que eles também estão distraídos entregando sua energia para outros, derepente até mesmo para essa pilhinha.

Não só ela tem, como todos nós temos 100% do nosso potencial disponível, mas precisamos parar de impor aos outros a responsabilidade de nos dizer quem somos o tempo todo.

Se você encontrar reconhecimento de outros ao longo do caminho,
saiba que em algum nível, ele veio primeiro de você.
O contrário também é válido.
Monik Ornellas

Abraços e Bom Natal à todos!

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