Postado por : Bitola Humana

Há uma ferramenta em holística que chamamos de “Observador distanciado”, que nada mais é do que se colocar num ponto de vista distanciado, de fora com o objetivo de obter uma compreensão expandida de um momento, uma situação ou de sentimentos. Utilizamos essa ferramenta principalmente para todos os processos pessoais como nossas angustias, dores emocionais e também físicas, sentimentos que não conseguimos processar e nem nos livrar deles. Depois que conseguimos utilizá-la de forma pessoal, passamos a exercitar o observador distanciado nas situações do dia-a-dia.

É comum e faz parte de nossas crenças e até mesmo de nossa educação, o hábito de nos envolver emocional, mental e fisicamente nas situações, porque aprendemos que estar com o outro, é doar parte de nós mesmos. É como se fosse uma forma de dizer sem palavras: “eu sinto isso também” ou “sou sensível a sua situação” ou ainda “eu compro seu barulho”.

Em enterros, situações extremas ou até mesmo mediante fatos calamitosos, é comum e quase automático que eu entre num estado mais reflexivo que o normal. Busco de ver não com os olhos da mente, mas com os olhos do coração a sabedoria invisível de cada um destes acontecimentos.

O ato de observar sem julgamento nos abre para a percepção da importância e beleza dos ciclos da vida. Nossa vida é feita de ciclos, eles estão na aurora do nascer do dia e no frescor do cair de cada noite. Nesse exato segundo, milhões de células do meu e do seu corpo estão morrendo e milhões de outras estão nascendo, exatamente nesse momento, é um morrer e renascer sem fim.
Da mesma forma, ao longo de nossa jornada somos um e muitos ao mesmo tempo, pois dentro de uma mesma vida somos crianças, jovens, adultos e anciões e, sinceramente, acho que esse têm sido o grande problema da humanidade: aceitar as transições naturais da vida e todas as mudanças que acarretam cada fase.

Sou adepta da filosofia Xamânica onde respeitamos a vida em todas as suas nuances, sabendo que existe sabedoria em cada ato e acontecimento, de forma que honramos a vida e a escolha de cada um e celebramos de igual forma o fim de cada ciclo, ou seja a morte. Ela é mais uma parte necessária e imanente dentro do eterno ciclo de nascer e morrer.

Nascer e morrer não estão somente no ato de se deixar o corpo, mas em cada relação que termina, cada emprego que se deixa, cada novo amigo que se faz, cada novo amor de brota, cada criação que ganha vida no mundo, em cada cura que emerge, a cada nova compreensão que temos sobre nós mesmos e em cada respiração que se dá. Não há vida sem ciclos, estamos totalmente imersos nele.

Cada doença e dor que temos são de certa forma, a teimosia em não aceitar a transição natural sobre todas as coisas. Com isso, gostaria de lembrar que não existe involução no universo e os ciclos são os responsáveis por essa progressão contínua.

Se você acha que a realidade lhe fala de outra forma, então, tome uma profunda respiração e se abra para uma visão mais expansiva sobre o quê realmente a vida anda querendo lhe contar.

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