Postado por : Monik Ornellas

(Imagem do blog http://urgentesercrianca.blogspot.com)

Fala-se tanto sobre futuro e o que é o futuro senão o presente? Todos os potenciais de amanhã criamos hoje.

Desde meados do ano passado até início desse ano, as portas de entrada para essa realidade estavam escancaradas e vi uma enxurrada de potenciais, ou melhor, bebês nascendo.

Criança é prazer, é sensação, é um pedaço de liberdade descoberto em um novo limite expandido. Amamos crianças porque elas representam a pureza de viver, a plenitude. O olhar de uma criança é um olhar de descoberta, de novo. A criança essencialmente brinca, vive e é totalmente destituída de julgamento, tudo para ela é bom, tudo é novidade e a cada novidade significa um horizonte descortinado.

Depois que ela aprende o que é certo ou errado, nunca mais será a mesma criança. A pureza, a unicidade é perdida quando desperta o discernimento entre certo e errado. O bom ou ruim criam limites, criam julgamentos infinitos sobre o que podemos, se podemos e como podemos. É nesse momento que o ser criança começa a ser encaixotado, tolido e se torna comedido em se permitir.

Muitos de nós temos grandes feridas em nossas crianças. Crescemos, nos tornamos muito adultos, responsáveis e pensamos ter deixado para trás a criança que fomos um dia, mas todo um setor de nossa vida está ligado a criança que AINDA somos. E isso se reflete muito nessa permissão em viver, descobrir cada vez mais sobre nós, em desbravar a própria realidade e respirar as próprias sensações. Muito do que somos  é construído na infância.

O futuro não está só na forma que escolhemos viver o presente, está também na construção dessas crianças que irão se transformar nos adultos de amanhã, e que adultos serão esses? Não sou mãe, mas me pergunto: Que educação, que valores esses pequenos estão recebendo?

Geração, gerações... o que é isso? Será que conseguimos definir nossas gerações e as mudanças de cada uma? O que esses pequenos estão comprando de exemplo daqueles que os precederam? Se os seus valores enquanto pai/mãe não mudaram, muito provavelmente estes irão se perpetuar em seu filho, isso é futuro.

É essa mesma realidade que gostaríamos de ver daqui a 20 ou 30 anos? Acho que não, tudo pode ser muito melhor, basta mudarmos a qualidade de nossa semeadura interior e com certeza a colheita será proveitosa daqui alguns anos, ou quem sabe menos?

Para complentar essa reflexão segue um vídeo que é uma verdadeira pérola. Uma palestra com Mario Sérgio Cortella sobre "A Criança e seu Mundo".


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