Postado por : Monik Ornellas


Todos nós usamos máscaras diariamente. Usamos máscaras primeiro porque não gostamos de expor algumas verdades sobre nós e também por proteção. Nos proteger da crítica, do julgamento, do olhar corrosivo dos outros e principalmente da possibilidade de não ser aceito.

É interessante porque nós somos naturalmente muito sinceros. Mesmo que um pessoa mantenha uma máscara de rabugenta, sua energia pode nos falar de uma pessoa dócil e meiga, eu conheço várias pessoas assim. Não sabemos por quê gostamos tanto de certas pessoas quando estas se mostram o contrário do que realmente são.

A sorte de muitos é que não usamos nossa sensibilidade de forma consciente, caso fosse assim, de nada adiantaria uma máscara.

De forma geral somos atores da vida e não só podemos, como devemos atuar de diversas formas. A diferença entre atuar e usar uma máscara é que quando atuamos usamos uma das milhares de expressões que temos e nos divertimos com isso, é expressão e Expressão é Vida. Somos seres feitos para a Expressão, a realização de cada um de nós está na expressão da criatividade e de quem somos. Ao optar por uma máscara o que se faz é tolher uma parte nossa, basicamente uma parte que não aceitamos, que repudiamos. Pensamos que caso alguém venha a conhecer essa faceta seremos rechaçados, mas em verdade somos nós quem fazemos isso.

São desejos, vontades, sentimentos e realidades inteiras criadas e banidas da expressão. E por que não podem vir à tona? Porque os julgamos como errados, impróprios, indecentes, subversivos ou ofensivos?

Em verdade é um manancial de energia desperdiçado e perdido porque quando optamos - consciente ou inconscientemente – em subjugar qualquer parte de nós, é preciso um esforço enorme para conter e alimentar tal energia.

Na verdade, energia sempre busca resolução, logo, de alguma forma e em algum momento isso terá que sair.  Muitas doenças são a explosão dessa energia contida pela máscara, distúrbios de personalidade também.

Mais uma vez vou falar que fazemos um esforço enorme para caber nos padrões da sociedade, eu poderia dizer que ela nos impõe, mas isso é uma grande mentira. Somos nós que aceitamos por medo de nos sentir diferentes, descriminados, desgarrados ou à margem.


Porque temos medo que o outro nos aponte o dedo, se somos nós os maiores carrascos da nossa própria expressão?

One Response so far.

  1. Rejane says:

    Monik, gostei tanto dos seus posts que resolvi levar este para um dos meus Blogs(especial):Eles e elas escreveram ...
    com os devidos créditos.
    caso vc não aprove, entre em contato comigo que retirarei imediatamente ok?
    Um abraço!
    Rejane

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