A Arte da Permissão


Há duas palavras que ando conjugando sem prescrições ultimamente: Viver e Experiência.

Descobri que são dois presentes deliciosos que temos aqui nesse lugar lindo chamado Terra. É claro, isso não é uma novidade, mas a experiência pessoal de se saber descobrindo novos gostos, sabores, desejos e afinidades é insubstituível!

Mas atenção, novas experiências vêm com letras pequenas do tipo: "Nem tudo que você provar irá gostar"; "Algumas venturas extremamente convidativas podem se tornar verdadeiras furadas"; "Novos sabores também podem se transformar em novas aversões"

Independente do lado negativo, o que importa realmente é Viver! Será que existe algo negativo? Para mim tudo é uma questão de ponto de vista, pois de toda vivência podemos tirar o sumo da experiência, que irá se somando nos créditos da Vida, para transformar-se em Sabedoria.

Na verdade eu sei que essa é uma versão muito altruísta da minha parte, e é assim, por que eu sempre escolho que assim seja. Gosto de um retrato da Vida observado sob diversos ângulos. Mas o que anda acontecendo por aí? A maioria das pessoas reclamam de tudo e estão realmente muito fechadas para beleza de cada vivência, não importando se ela é boa ou ruim. Reclamam mesmo quando as coisas estão a contento.

Se está bom está ruim, se está ruim está péssimo. Me pergunto: O que será que elas querem da Vida?

É uma pena todos acharem que a Vida tem que bater à sua porta e implorar para que sejam felizes. A felicidade está no olhar que colocamos na Vida. Com que óculos você anda enxergando cada ato, cada momento, cada respiração? Não são os grandes momentos, são os pequenos. As grandes transições e percepções acontecem nos pequenos atos, no dia-a-dia muito comum, e claro, nos grandes também, mas os pequenos fazem o trabalho sujo.

Você pode se permitir viver sob novos ângulos? São coisas pequenas como experimentar um novo prato, observar novidades no trajeto que você faz todos os dias, uma respiração profunda e experimentar, experimentar e experimentar a Vida.

Eu sempre fui muito limitada com relação aos meus gostos e descobri que não há nada que se compare a novas experiências, elas são como um livro que toda vez que você re-lê tem novos insights, simplesmente por que a pessoa que o leu antes não está mais ali, foi transformada ao longo das experiências entre uma leitura e outra. Nunca somos os mesmos, cada história vivida transforma pequenas partes de nós, ao fim de alguns anos nos tornamos outras pessoas, mas continuamos acreditando que ainda gostamos das mesmas coisas.

É muito interessante que a mesma vivência que tivemos há anos, hoje pode ter um novo sabor, uma nova cor e despertar em nós novos desejos, ou não, mas só podemos descobrir isso VIVENDO!

Esse é o início de uma arte que todos deveríamos praticar diariamente: A Arte da Permissão.

Comentários

a corte real disse…
Amei! É bem por aí mesmo. Bacana vc ter escrito sobre isso.