Postado por : Monik Ornellas

Passado é algo que me remete à pó, poeira, baú e caixinha de jóias de bailarina.

Deveria ser proibido voltar ao passado usando sempre a mesma janela, o mesmo ponto de vista ou o mesmo gancho emocional.

Imagina se a cada vez que lembrássemos de um evento fôssemos automaticamente arremessados à uma nova imagem, vista de um novo grau, à 128 graus acima do ponto ou 53  metros e meio de distância, qualquer coisa, menos vivenciar a mesma situação do ponto do umbigo.

Dentro de uma mesma situação estudaríamos infinitas possibilidades de perceber a si, o outro e em conseqüência, ao conjunto da situação. Isso seria um passado realmente proveitoso! Como todos deveriam ser! A cada retorno uma nova descoberta...

O passado é, e não é quem sou. Vivi todas aquelas histórias, mas no meio do caminho as deixei para trás, era muita coisa para carregar. Optei em trazer somente as lições, o sumo das coisas. Vez enquando volto lá para buscar algumas referências, conferir se aprendi tudo certinho - se é que o certo existe -, mas que ele fique lá ornamentando cada pessoa que fui ao longo do caminho.

Acontece que muita gente deixa âncoras no passado, e acho que falei aqui em algum post que: deixar âncoras no passado é = a não viver plenamente o presente. Essa é uma das muitas lições de desapego que estão ligadas à importância do passado. Deixar ir a pessoa magra que se foi, a pessoa jovem, cheia de vida, de sonhos, vitalidade, desejos... Deixar ir, deixar ir... é preciso soltá-la. Deixar que ela viva livremente naquela época, naquele tempo. É preciso cortar os vínculos ou qualquer vestígio de saudade, para que se possa viver a plenitude do hoje, caso contrário, é como viver à sombra de uma imagem de si mesmo que não existe mais.

Eu pessoalmente, não gosto de lembrar do passado com saudade, isso me faz pensar que não consegui criar nada melhor no presente, e estar no presente fazendo do presente um verdadeiro Presente, pede desapego de tudo aquilo que se foi e que não se é mais, abrindo as possibilidades para tudo que se pode ser.

Nascemos pequenos e indefesos e ao longo do tempo nosso corpo muda, nossos emoções mudam e nossos pensamentos mudam. Nos tornamos novas pessoas a cada ano e às vezes em menos tempo.

A plenitude de quem podemos ser está na entrega e no desprendimento em transcender cada mudança.

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