Postado por : Monik Ornellas

O que nos leva a desejar ou querer algo? Querer, desejar é algo tão humano que está misturado aos temperos de nossa sopa sanguínea. Por esse motivo viemos nos tornando aquilo que alcançamos.

E vamos combinar, querer e não poder não é para ninguém! Muito menos para seres de sangue quente!

Dentro das minhas meditações vim descobrindo uma vozinha traiçoeira, toda vez que eu mirava em algum projeto, ela soltava: “Chiiii, tem futuro não!”, “Isso aí, difiiiiicil”.

Dei uma apelido singelo à ela de Expectativa Negativa. Essa cafajesta está embutida nos dispositivos de funcionamento da comunidade humana e sempre aparece disfarçada naqueles pensamentos esdrúxulos que desmerecem nosso desejo e sabotam nossos anseios mais altruístas! Ela sempre se embasa em acontecimentos anteriores que não por um acaso você se deixou levar pela mesma vozinha safada e não obteve o que desejou. Me conta, isso já aconteceu com você?!

Resumo: ela só serve para minar a vontade e transformar-nos numa pessoa que “acha” que não pode. Se acharmos que não podemos, logo, não podemos.

Isso não tem nada a ver com pensamento positivo, e sim com o frescor de se sentir capaz. O que move o universo é a forma que nos sentimos em relação ao que desejamos.

O que quero dizer com esse post é: tudo depende da construção da nossa auto estima, é ela que viabiliza e arca com os riscos daquilo que almejamos. Temos um déficit na construção de auto estima por que não somos estimulados a nos conhecer e desenvolver dessa forma. Estamos acostumados a adequar nossas habilidades ao mercado, e nunca descobrir novos mercados que se adéqüem às nossas potencialidades. O próprio mercado nos diz que é preciso ter essa ou aquela qualificação, e que sem ela, não estaremos inseridos.

Mediante essa necessidade de encaixe, desenvolvemos várias expectativas negativas, pois até que você descubra seu potencial, é bem provável que leve algumas portas na cara. E cada não, se transforma numa vozinha-safada-desanimante, que é reforçada por outras vozes de senso comum: “Eu não te disse!”.

Não há dificuldades no Universo, tudo é fluido, em fluxo e constante. A dificuldade está sempre dentro de nós.  Eu sei, compreendo que este é um princípio difícil de se engolir, mas a beleza desse universo está refletida na fluidez da água, do sangue, dos ciclos e na necessidade de constante movimento que existe dentro de cada um de nós. O movimento e a corrente desse fluxo são determinados pela fonte de nossos desejos: ele veio do coração ou foi uma necessidade que compramos de fora?

Somos movidos por várias vozinhas-internas-sabotantes, que passam despercebidas no dia-a-dia frenético. Mas elas não são só vozinhas, elas nos movem, de forma automática e inconsciente. Nos tornamos robôs compulsivamente repetitivos em nossos comportamentos, passando vezes sem fim pelas mesmas situações sem tirar seu sumo. Ao tirar o sumo das situações, seu aprendizado, conseguimos realinhar o tom de nosso fluxo na vida, e com isso, fazer um upgrade no sistema rumo a um salto na cadeia comportamental.

É nesse momento que deixamos as vozinhas-sabotantes para trás, transformamos impossibilidades em possibilidades e damos nosso Grito de Liberdade.


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