Postado por : Monik Ornellas


Metas: passar no concurso, emagrecer, arrumar um namorado, ficar rico, ser popular, alcançar o sucesso, ter estabilidade, ser admirado, desenvolver uma idéia, alavancar um projeto, conseguir um bom emprego, conhecer pessoas.

Jogamos no horizonte qualquer um desses e outros objetivos e partimos em retirada, planejando, criando atalhos, estudando rotas, dando 10 passos à frente e dois para trás, redirecionando recursos e mirando o horizonte, mirando o horizonte, correndo, dormindo pouco, comendo o que dá para comer, sobrevivendo, driblando dificuldades, respirando quando é possível, sorrindo quando é permitido... “um dia tudo será bom, um dia tudo isso valerá a pena”.

Vivemos numa sociedade reducionista, reduzimos felicidade à momentos felizes, alegria à finais de semana, bem estar à férias e amor à presença de um parceiro (a), criando uma realidade totalmente condicional.

Desenvolvemos o pensamento altruíta sobre o quão felizes estaremos em alcançar cada uma dessas metas, provando para nós e à todos que podemos e realmente somos merecedores de viver a felicidade ao final dessa peregrinação.

Mas, nós já nascemos merecedores a partir do momento em que a Vida nos habita. Merecemos estar aqui, como merecemos não só alcançar as metas, mas curtir cada passo do caminho em direção à elas.

Tudo que somos está construído sobre cada passo do caminho, mas, atribuímos nosso valor às metas conquistadas. A importância de tudo que fazemos não está na qualidade do caminho que escolhemos para alcançar qualquer coisa, mas no simples ato de caminhar. É um conceito muito simples e pouco compreendido. Aliás, metade da compreensão desse conceito já mudaria o tom da humanidade.

A ausência dessa compreensão faz com que tomemos caminhos duros, de sofrimento, privação, dor e desamor, por que acredita-se que o importante é alcançar tais metas a qualquer custo, valendo-se de qualquer artifício ou sacrifício. As vezes, o caminho se torna tão torpe, que perde-se a noção do objetivo inicial, transformando um caminho rumo à alegria num mar de sofrimento e comiseração.

Passamos 80% ausentes de nossa vida nesse caminho insano, almejando viver 20% dele que pode ser ou não a felicidade conquistada... “um dia tudo será bom, um dia tudo isso valerá a pena”, não, ele tem que ser bom e valer à pena agora!

O amor, a alegria, a felicidade já estão presentes em cada passo da jornada que trilhamos em direção à eles. Mas não podemos perceber suas nuances pois os condicionamos a “quando”, “se” e “talvez”.

A vida é feita de caminhos e de todas as histórias que vivemos dentro desses caminhos. Elas podem ser histórias tristes e sofridas ou histórias de alegria e gratidão, a escolha é sempre nossa, o que muda não é o caminho, mas a forma como escolhemos trilhá-lo.

A decisão de chegar a meta já define seu fim, nossa única responsabilidade é curtir o percurso em direção à ela com a plena Consciência da Experiência.

A Vida já é Maravilhosa sob todas a formas, mas só poder ser vista com os olhos da Alma Desperta.

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