Postado por : Monik Ornellas

Não é interessante que quando pequenos somos criados para sermos profissionais de sucesso deixando até mesmo de ser criança antes do tempo?


Eu cresci numa família onde os ‘adultos’ estavam sempre discutindo qual era a atividade – não necessariamente a profissão – que estava dando dinheiro no momento, uma mentalidade muito diferente da que eu optei mais tarde: fazer aquilo que gostava e não o que dava dinheiro.

Deu para sacar a troca que fiz? No meu entendimento adulto-infantil, escolher fazer algo que eu gostasse significava NÃO ganhar dinheiro, quando na verdade uma coisa em nada tem a ver com a outra, mas vim descobrir essa crença interna minha bem recentemente.


E é isso que acontece com a maioria dos profissionais que estou listando, na construção e formação da pessoa que se tornaram não aprenderam que fazer aquilo que gostam pode também ser muito rentável, então aprendem ser profissionais de sobrevivência e desenvolvem uma vida triste, pois conforme os anos passam, eles vêem aquilo que gostam de fazer ficar cada vez mais longe, fora de realidade e inalcansável.

É o potencial humano em pleno desperdício!


- Vendedores
Uma profissão muito valorizada hoje em dia, cheia de cursos e especialização, mas de uma forma geral, ninguém deseja ser vendedor, embora todos nós sejamos vendedores daquilo que fazemos, não importando o que façamos.

- Mamãe eu quero ser vendedor de cachorro-quente! 

Me diz se essa mãe vai incentivar essa criança? É um profissão como outra qualquer, são vendas e é comida, mas a não ser que essa mãe tenha uma rede de barrinhas de cachorro-quente e o negócio seja quase um legado da família, pais e mães não sonham com seus filhos sendo vendedores de qualquer coisa, logo não há incentivo à profissão.

Eu acho que o problema não é a venda, mas o que se vende, por que todos de alguma forma nos vendemos! Eu vendo terapias, cursos e aromas, se não gostasse e caso eu mesma não comprasse qualquer um deles, não gostaria de vendê-los à ninguém. Um médico vende suas consultas e se for uma baita médico - tipo, aquele que atende com um olhar único - suas consultas são bem carinhas; a secretária vende suas horas de trabalho e ganha ainda mais valor pela qualificação dos seus serviços;  um paisagista vende seus projetos e quanto mais criativo e dinâmico ele é, mais seus serviços são valorizados e divulgados, então por favor, venda algo que você adore!!!

Precisamos que os caras nos expliquem do que é, por que é e pra quê é, mas o que vemos são pessoas num tremendo mal humor de demonstrar os produtos que eles mesmos se propuseram a vender. Outra coisa, o que é essa coisa chata de abordagem? Por favor, avisem aos seus gerentes que isso é um saco!

Existe uma atividade de ócio que chama “olhar”, outro pedido, por favor, coloquem os raios dos preços na vitrine de forma visível e decente, facilita a atividade de olhar desinteressada e incentiva o interesse de compra objetiva.

Muitos vendedores detestam a profissão de vendas, mas como ‘não acharam nada melhor’, ou na falta de outra coisa para fazer na vida, a venda se torna uma possibilidade, daí ela vira uma profissão de sobrevivência, e por isso a enormidade de péssimos vendedores.

Só para lembrar: a maioria das pessoas bem sucedidas são excelentes vendedoras de si mesmas e dos produtos ou projetos que representam, pois o que acontece é que aquilo que vendemos fica ligado à nossa imagem, logo, vender um produto qualquer é praticamente vender a si mesmo.


- Policial
Esse literalmente é um profissional dos infernos hoje em dia, mas ainda assim não justifica a falta de moralidade dos nossos policiais.

Policia em ação!

Eu não sei se as pessoas sabem, mas a função do policial é servir à ordem e proteger, mas sinceramente, eu não me sinto segura na presença de um policial! Na verdade, eles não têm esse olhar para os ‘civis’. A impressão que tenho é que estão o tempo todo procurando bandidos entre todos, quando não, estão nos acharcando.

O policial que deveria ser um profissional de gentileza e educação, modelo de ordem, porém, hoje em dia pouco nos serve para dar uma informação ou nos acompanhar quando estamos sozinhas numa noite escura, coisa do passado.

Minha impressão é que a mente deles é algo do avesso. Eu sei que existem várias exceções dentro de diversas corporações, onde nenhum tipo de suborno pode comprar a integridade desses policiais e eu gostaria muito de agradecer caso algum desses profissionais esteja lendo esse post. O futuro será feito de vocês.


- Médico
 A menos que você disponha de uns 300 contos ou um plano de ‘doença’, contar com o médico do sistema público é assim: ta espirrando e com febre, é virose, não precisa nem de exame, aliás, o dito não olha pra tua cara, fora isso é um jogo de empurra do tipo, ‘não é comigo’.

Quer uma consultinha?
Medicina é um serviço, um legado à humanidade, não sei se rola uma amnésia, mas no dia que um médico se forma ele presta um juramento – tal qual o policial – e este vai pras picas no dia-a-dia onde muitos deles passam de médicos a carniceiros do Estado.

Vão para o plantão para dormir e reclamar do salário, contar atendimentos e quem sabe dar umas pegadas nas plantonistas, parecem celebridades para os pacientes e desenvolvem exímia capacidade de sumiço, quando tu pensa que vai tirar uma dúvida sobre seu familiar o dito já se pirulitou. Flórida!!!

Quando minha avó estava no CTI foi uma intensa experiência de desconexão médica: um médico dizia que ela estava indo muito bem e logo em seguida chegava outro que desenganava do tipo: ‘não passa de hoje’. Por mim tudo bem, sou tranqüila nesse lance de morte, mas minhas tias precisavam de litros de maracujina na veia devido à tremenda falta de tato de seres desumanos auto intitulados de médicos, que se propõem cuidar de outros seres humanos como se fossem macacos na jaula médica.

PeloAmordeDio, larga o receituário e vai vender paçoca na esquina se isso te fizer mais feliz e humano!


- Advogado 
A pergunta é: Alguém conhece um bom? rsrs

Balancinha tendenciosa essa...
Eu conheço bons advogados – quero dizer, honestos e comprometidos com o que fazem -, mas tal como os médicos e os policiais, essa também é uma classe tosca. A quantidade de advogado que se aproveita da nossa falta de conhecimento é absurda, fora o fato que alguns metem a mão, quando muitas vezes só precisamos de orientação.

Eu acho essa realidade de fórum e tribunal total darkside – como a do policial -, até por que a justiça dos homens vem sendo tendenciosa e totalmente voltada aos interesses de uns e não em prol do bem comum.

Quem é o advogado? É aquele cara que representa suas causas e defende seus direitos. Mas o que vemos são profissionais usando a lei e suas brechas para alavancar ganhos.

Não gosto muito de advogados e da vibe deles. Eles tem o dom de te vender paçoca como se fosse ouro em pó, imagina se usassem todo esse poder para promover causas justas?


E você? Quais os profissionais você acha que são infernais, não pela profissão em si, mas pelas pessoas que não respeitam ou não gostam do que fazem?






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One Response so far.

  1. Rafael says:

    Tenho uma classe pra citar. Na verdade a mais nobre delas. O sagrado professor, pra ser mais especifico o professor universitário. Nao sei em todos os cursos, mas curso eng. Mecanica e oque vejo dos meus professores, que a maioria deles nao passao de funcionarios frustrados por nunca terem dado certo em uma empresa, ou pq sao vadios demais pra trabalharem em uma. Entao oque eles mais gostao de fazer eh de dar aulas nas coxas ou se afundarem na teoria, mas oque precisamos aprender realmente, eles nao sabem, ja que como ja disse... nunca conseguiram ficar em uma empresa.

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