Postado por : Monik Ornellas

Esclarecendo: o título original do post era "você se comeria", 
porém, alguns leitores confundiam tal idéia com autofagia, enfim!

Tem umas perguntinhas safadas que aprendi a fazer para mim mesma, que respondidas com sinceridade me retornam com a devida solução do problema em questão, então, resolvi compartilhar com a galera.

Podes crê que essa "Se acha"...
Não repara não, algumas são esdrúxulas ou engraçadas e outras parecem até sem noção, mas a resposta para todas elas é o que realmente importa.

PERGUNTAS QUE NÃO PODEM CALAR:

Você pagaria para si mesmo uma grana graúda com o prazer e a certeza que tu é um puta profissional e dá conta do recado?
É muito legal essa pergunta, e melhor ainda é quando a respondemos com honestidade, porquê? Por que a resposta dela é exatamente o que precisamos para estar ao nível do emprego que desejamos, caso isso ainda não seja realidade, ou criar um plano de ação a partir do momento que percebemos qual tipo de qualificação nos falta, ou qual atitude tomar.

Vai um bolinho desse aí???
Ps.: Tem uma outra perguntinha que podemos nos fazer quando o emprego que estamos não corresponde ao que desejamos: Por que me coloquei nesse emprego de merda?
Experimente responder com toda sinceridade que lhe é possível. Um papo de você com você mesmo.

Você gosta de quem você é? Tipo, tem orgulho do que construiu (não de material), mas dos valores que conduzem suas ações?
Essa é muito subjetiva e a profundidade dela é tão importante que fica difícil explicar, principalmente se tivermos princípios rasos, ou melhor, sem embasamento, sem reflexão. Mas basicamente, é a resposta à essa pergunta que nos motiva e mantém acesso o ânimo quando parece que tudo desmorona.


Adoro essa imagem! Temos que gostar muito de quem somos para bancar nossa "diferença".
Se não tivermos uma base de valores boa, uma marézinha safada ou um ventinho gelado nos derrubam facilmente. Cara, tem pessoas que tem "tudo" na vida e são extremamente infelizes, porquê? Por que não construíram valores internos sustentáveis, renováveis e expansivos.


Gosta do seu corpo ou está sempre encontrando um defeito? Fica bem fácil responder essa perguntinha com extrema verdade, se você conseguir responder essa outra: Você se comeria (se mulher) ou daria para si mesmo (se homem)?
A galera ri quando falo isso, mas, se você não sentir tesão por si mesmo, quem você quer que sinta?

A beleza está na pele que te percorre e não no modelo da sociedade.
Eu recomendaria a todo homem e mulher fazerem-se (sempre) essa pergunta e a responderem da forma mais honesta possível, economizaria muitos desamores, pois foi numa pergunta tosca dessa que me caíram toneladas de fichas na cabeça (na verdade foi uma correlata "Eu namoraria comigo?"), o que é muito bom e sempre me ajuda a dar uma repaginada na auto estima.

Mas fato, se você não dá aquela olhadinha de lado e saca: "hum... hoje sei não, me pegava de jeito...", pode crer que fica difícil achar uma qualidade maneira de caras ou mulheres que estejam de acordo. E aí vai ficar reclamando que tem a síndrome do dedo podre ou que não existe homem no mercado.

Se entender que somos espelhos uns dos outros, vai compreender que a qualidade de amor e tesão que sentimos por nós mesmos é quem dita a qualidade do parceiro que atraímos.

O que vou fazer de bom hoje sozinho(a)?
Não gosta de ficar sozinho(a)? Se sua presença não é deliciosamente maravilhosa para você abrir um vinho e beber com consigo mesmo, a coisa fica difícil. Não por um acaso, nascemos todos sozinhos, isso significa que para conviver com os outros, precisamos ter um relação muito maneira com aquela pessoa descabelada e com bafo de leão da montanha que vemos no espelho todos os dias.
Se você puder tomar uma taça dessa sozinho, sem ficar deprimido... tu é o cara.
Eu sempre faço essa pergunta quando rola aqueles dias que você não consegue ninguém para sair.


Por que estou me julgando antes que o outro abra a boca?
Já reparou que ás vezes, muito antes que alguém diga alguma coisa começamos a criar respostas e diálogos inteiros para perguntas e questionamentos que ainda nem existem? Quer dizer, eles já existem no nosso cabeção,  o que automaticamente cria uma expectativa negativa de que o outro irá nos atachar de críticas e pedras. Mas o outro é o outro, e nós somos nós, logo, métricas de ver, sentir e perceber a vida bem diferentes, não acha?

Não caia nessa esparrela!
Esse é um exercício que tenho praticado muito, pois eu tinha o péssimo hábito de ficar me perguntando se as pessoas iam gostar disso ou daquilo, é um comportamento muito limitante que inibe nossa livre expressão e criatividade. Tem diversas pessoas que deixam de criar coisas maravilhosas ou desenvolver fazer projetos que gostariam, simplesmente por medo de serem criticadas. Mas a pior crítica é aquela que temos por nós mesmos e que acabamos por materializá-la na farpa que vêm do outro, que só nos atinge se a ferida já está aberta.

Porque está todo mundo errado e só eu estou certa?
Tudo bem que a unanimidade é burra e é muito importante termos opinião própria, mas quando essa pergunta se torna constante, algo não está certo... e muito provavelmente não são os outros.

É nesse ponto que percebemos que nossa arrogância está indo aos píncaros, ou talvez não estejamos tão abertos para ouvir e nem muito sociáveis, vá saber! Mas eu acho muito importante me perguntar isso quando entro numa de me sentir muito dona da verdade.

O quê estou aprendendo com essa experiência idiota?
Sabe quando a gente se mete numa situação sem noção, daquelas que você preferiria não ter saído de casa, então, ao invés de ficar sapateando na reclamação eu me pergunto logo o que estou aprendendo com aquilo, e não vale aquela resposta senso-comum: "tenho que aprender a seguir minha intuição", isso é o mesmo que se arrepender e arrependimento não leva ninguém a lugar algum.

Bom, falando por mim eu começo a observar as pessoas, os comportamentos e buscar um ponto de vista diferente da história, às vezes consigo encontrar um sentido, ás vezes não, mas sempre vale a tentativa de sair do conformismo e do reclamismo... de qualquer forma, sempre temos algo a aprender em qualquer situação, simplesmente porque não existe acaso e ninguém está aqui à passeio.

Ops! Espada do Paraguay...
Tem uma penca de outras perguntas que têm respostas esclarecedoras, mas repara uma coisa: todas as perguntas estão para respostas onde busco assumir responsabilidade perante as situações e nunca possíveis culpados por elas. Exclua todas as respostas onde mães, pais, amigos, companheiros ou chefes sejam os responsáveis pelas situações.

Nesse jogo, só são cabíveis respostas onde eu sou problema e também a solução.






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2 Responses so far.

  1. Muito bom, Monik. Essa foto do espelho é perfeita; aliás conheço muita gente que está na situação inversa: é magra e se vê obesa. rsrsrs

  2. É verdade Rosa, esse problema de auto imagem é flórida!
    Obrigada a vista e o comentário!

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