Postado por : Monik Ornellas

É impressionante essa necessidade humana de ser espiritual, ter espiritualidade, trabalhar a espiritualidade como se essa tal de “espiritualidade” fosse algo fora.


Eu acho que muitas pessoas perdem oportunidades únicas de serem muuuito espirituais, quando assumem o espírito ‘de porco’ que há dentro delas. Estávamos eu e minha amiga conversando sobre isso outro dia.

Criou-se uma separatividade entre o ‘espiritual’ e o ‘humano’, o ‘sagrado’ e o ‘tosco’, e no meio disso tudo eu gargalho, bem daquelas gargalhadas de pomba-gira mesmo, veja só, muiiiiiito espiritual essa gargalhada, pois tudo depende do ponto de vista do observador. Uma pedra pode ser somente uma pedra, ou, ela pode ser o ponto que marca uma baita expansão, enfim, percepções pessoais e únicas sobre as mesmíssimas coisas.

Na minha concepção de pessoa e ser humano, me vejo, me sinto e auto intitulo como um espírito cheio de carne, carnificado, corporificado, ok, encarnado. Dessa forma, há espiritualidade em cada espirro e baba que exalo, ponto.

Recomendo: Cisne Negro. Não há como sermos 'perfeitos', sem integrarmos todos os nossos aspectos.

Meus erros se tornam experiências, meus prazeres o paraíso na Terra, minhas mágoas são fruto do meu próprio julgamento. Tudo aqui, muuuito aqui. Assim, eu falo sobre consciência e busco exercê-la todos os dias, por que para mim há espiritualidade em cada letra que digito estando ela certa ou errada. Não é mole ser humano na Terra!

Então, voltando ao início, dentro do julgamento comum entre certo/errado, muitas pessoas perdem divinas oportunidades de serem extremamente, absurdamente e completamente espirituais, quando são escrotas com os outros, quando não respeitam a individualidade, quando deixam de usar sua educação para fazer uso de suas esporas, quando se ausentam de responsabilidade pelo que fazem a jogando nas costas alheias (sejam essas costas da mãe, do chefe, do namorado ou do governo), quando não tem dignidade suficiente para se colocar perante as situações e principalmente quando não dá ao outro aquilo que ele mesmo gostaria de receber em gênero, número e grau de importância.

Eu tenho uma crítica declarada à todas as pessoas que professam sua espiritualidade, seita, escola espiritual e não respeitam, além de discriminar as escolhas dos outros, acredito que perdem grandes oportunidades de serem muito espirituais pela prática do respeito e da aceitação do outro como ele é.

Tomar um chopp e escutar os problemas da amiga desiludida? Muito espiritual! Principalmente se a reclamação for oriunda do mesmo sujeito de sempre, onde ela vive um relacionamento ‘ioiô’ há tempos. Pode colocar aí uns 20 pontos no credidharma!

Paciência com família, esse é um baita exercício prático de espiritualidade. Paciência com quem não entende patavinas do quê estamos falando? Também. Paciência com seres totalmente sem a menor noção, muitas milhas acumuladas no credidharma.

Mas não é que foi assim?
Sexo então, é muito espiritual, tão espiritual que virou tabu, e se vira tabu, a compreensão dele fica distorcida. Dinheiro, muito, muito espiritual ter dinheiro, mas também virou tabu e as pessoas acabam achando que ser pobre é ser desprendido. Nada a ver alhos com bugalhos!

Fatos muito pequenos no dia-a-dia, cheios de oportunidades únicas para exercitar a ‘pseudo-perfeição’ da nossa humanidade.

Outro dia li um texto de Osho que dizia que esse planeta, a Terra, não era um lugar de perfeição. Se você quer ser perfeito, vá para Marte ou Vênus. Aqui na Terra não, aqui é lugar do povo bater cabeça, ou, com a cabeça, literalmente.

Sendo assim, de nada adianta estudar livros, decorar versículos, rezar terços inteiros, entoar 5467 mantras em posições malabarísticas, se não pudermos exercitar no dia-a-dia aquilo que aprendemos estudando tanto tempo. Espiritualidade é prática, é também erro e acerto e acima de tudo, é experiência e experimento.

Agora, conseguir reconhecer nossa imperfeição e nossos limites, julgo ser um grande passo para a  iluminação!

Sendo assim, não se furte em viver nada, qualquer coisa aqui é divinamente espiritual, qualquer negação em viver qualquer coisa, é reter oportunidades únicas de experiências divinas.

Abraços!










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2 Responses so far.

  1. Adorei seu blog Monik, e principalmente esse artigo. Estava pensando exatamente nisso hoje cedo, super sincronicidade, e super de acordo!!!
    Beijos

  2. Valeu Grazi! Volte sempre, tem muita bitolice por aqui, rsrsrs.

    Depois de um tempo, sincronicidade se torna quase trivial, né não? Pensou e já concretizou!

    Beijão!

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