Postado por : Monik Ornellas

Está na moda criar regras e dicas sobre tudo, fora as regras sociais já implícitas no dia-a-dia. São "toques" sobre todo tipo de coisa: “Como se tornar um profissional exemplar”, “Como alcançar a iluminação em 15 passos muito espirituais”, “10 dicas de como guardar dinheiro embaixo do colchão sem que ninguém encontre”, “Como ser gostosa e Bem sucedida”, fora as mais populares: “Como ganhar dinheiro”, “Como ganhar dinheiro na internet”, “12 Leis Infalíveis para se obter Sucesso”, “15 dicas de como ter um blog famoso” e por aí vai, são tantas que não dá para listar aqui...

É assim que eu me sinto mediante alguns manuais sugestivos.

Peguei ojeriza a esse tipo de post. É inerente ao ser humano, gostamos de dar conselhos, dicas e meter o bedelho onde não somos chamados, mas esse negócio de “Dicas e Leis” foi tão massificado que pra mim, já está bestificado.

Bom, estou aprendendo sobre fluidez (como fluir tranquila, livre, leve e solta na vida) e liberando um bando de paradas impregnadas como as regras que compramos, mas que na verdade não tem nada a ver com com o que queremos ou gostamos na vida.

Mas é interessante como muitos de nós realmente não sabemos caminhar ou descobrir a vida sem um manual ou uma diquinha, mas  vamos conversar que é meio difícil “fluir” quando, por exemplo, se está numa relação sexual seguindo o passo-a-passo e tentando lembrar qual a dica número 6 das 15 dicas de “como fazer um homem gozar na cama”. Primeiro lugar, se estamos preocupadas em fazer um homem gozar, nos tornamos desatentas ao nosso próprio prazer e sinceramente, é impossível não só agradar um homem na cama, como qualquer pessoa, sem estarmos inteiros nas situações. Eu busco isso avidamente – não, agradar um homem na cama -, mas estar totalmente inteira, autêntica e original em todas as situações, o resto é conseqüência.

Nada substitui a prática.

Não só o sexo, como os negócios, as relações, diversões ou qualquer situação que tenha o dedo humano, são feitos de pura sinergia, logo, não existem fórmulas ou regras que possam linearizar as sensações e vontades que surgem dentro de nós. O chato e comum de acontecer é, que muitas vezes temos altas idéias e estas morrem antes mesmo de nascer, por que não se encaixam nas regras ou não foram listadas nas dicas, com isso, acabamos por viver num mundo extremamente limitado, em tom pastel e sem iniciativa própria.

É legal pra caramba trocar opiniões, eu dou as minhas, mas não acho de forma alguma que elas sirvam para todos, o ideal é que cada um faça a sua mediante experimento e experiência, sempre com o objetivo de transcender o que já somos.

Regras nos tolhem e nasceram para serem transgredidas, fato. Foram inventadas há milhões de anos atrás para coibir a criatividade do povo e dar poder só para alguns, fazendo com que todo mundo acreditasse que uns eram “os escolhidos” e tinham alma de Deuses, além de serem donos da verdade,  enquanto o resto de nós se auto-restringia à insignificância dos “pequenos humanóides”.

Eu superior. Hã?

Fizeram isso, não por que o ego deles fosse grande demais, ao contrário, era tão pequeno que precisava diminuir os dos outros para aparecer. Vamos conversar, que isso ainda continua acontecendo por aí.

Dicas para serem contestadas:

  1. Não siga estas dicas ou qualquer tipo de manual de conduta, aprenda a filtrar aquilo que lhe serve e cai bem, adaptando tudo ao seu estilo e medida;
  2. Conteste dicas de como ser ou fazer qualquer coisa, a única “regra” que deveria estar implícita em qualquer item é da boa educação, gentileza e cordialidade;
  3. Não siga manuais de conquista em relacionamentos, eles são únicos, não há manual que vá lhe dizer como proceder quando ela diz que te ama, ou, quando quer terminar o que nunca começou;
  4. Se você se amarra num step-by-step, se possível, utilize apenas para dar os primeiros passos, mas aprenda a andar com as próprias pernas, senão elas tolhem a criatividade e as possibilidades de você criar novos métodos e novas definições para antigas coisas;
  5. Você pode e deve criar seus métodos, mas se puder, permita que eles possam sempre ser flexíveis e passíveis de desconstrução;
  6. Seja você mesmo sob qualquer possibilidade ou oportunidade, sabendo que os outros também tem esse mesmo direito, logo, é preciso saber conviver com as particularidades de cada um;
  7. Ser você mesmo não é “chocar” os outros com 'idéias escândalo', palavrões escancarados, xingamentos descarados, falta de respeito declarada ou gritos desgrenhados, o nome disso é pavonice com objetivos de “chamar a atenção” e está longe de significar autenticidade (a não ser que você faça o estilo drag-queen de ser). A galera anda confundindo barraqueirice e falta de educação com “ter voz”.
  8. Mesmo não concordando, não desmereça as dicas e regras dos outros, não te serve,  então bata em retirada. Cada um na sua mascando, chupando ou fumando a erva que quiser.
Liberdade rules!

Quem tiver outras idéias: comentários.

Abração, vou voltar para minha casca.

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