Postado por : Monik Ornellas


Está me faltando muita, muita paciência para assistir filmes e seriados ultimamente. Isso, porque não entra na minha cabeça que alguns roteiros sejam tão repetitivos, como:

- Todo amor tem que ser dolorido, sofrido, cheio de drama e impossível;
- Todo filme com tema "sexo" é deprimente, cheio de culpa e autocrítica;
- Todo mocinho tem que ter um arqui inimigo que o faz penar até chegar sei-lá-onde-ele-acredita-que-tem-que-chegar;
- Filmes de comédia estão cheios roteiros sobre golpes e malabarismo para administrar mentiras inventadas para: comer mulher, conseguir um cargo, ser admirado pelas pessoas e por aí vai.

Cara, não entendo isso, sério mesmo! Não entendo por quê essa merda toda dá ibope, enredo e bilheteria. É merda com título e trailer bonito, mas merda.

O que me faz pensar exatamente que é essa realidade que a maioria das pessoas criam para si mesmas, pois as telas só são o reflexo do inconsciente coletivo. Todo enredo tem uma mensagem subliminar. E toda mensagem subliminar alimenta universos íntimos. Ela reforça algo que acreditamos, caso contrário, não conseguiria mexer com nossas emoções como choro, riso, raiva ou medo. Nossa emoção é a própria validação da coisa toda, saca?

É óbvio que existem filmes maravilhosos com profundas mensagens e reflexões, que não se encaixam nos clichês, são exceção às regras. Já a maioria das séries, começam bem no ideal e mensagem que querem passar, mas vão se perdendo no labirinto das tramas infinitas e descambam para finais clichê. Uma pena.

Quer entender a cabeça do mundo? Veja os filmes que estão bombando. Em sua maioria, são roteiros que contam estórias de desamores, impossibilidades, sempre enfatizando o lado underground do ser humano. Tipo, mais do mesmo.

Ok. É positivo? Sempre é de algum modo. Mas não poderia ter uma variação com filmes sobre amores que se tornam possíveis, sobre projetos que transpõem obstáculos fuderosos pelo espírito da equipe incansável (ok, tem vários desses de beisebal), ou inimigos que percebem a absurda perda  de um tempo precioso, quando dão mais atenção à vida do outro, do que a dele mesmo??? E as comédias? Não pode rolar roteiros onde pessoas são engraçadas, porque são sinceras e autênticas? E sexo, não rola uma estória provocante, sensual de auto conhecimento e coisas maravilhosas???

Resumo: o que chamamos de "entretenimento", não passa de uma monte de porcaria enlatada que nos incute na caraminhola que tudo é complexo, turvo, desonesto e difícil. Um verdadeiro pé no saco esse foco hollywoodiano na miséria humana para todo tipo de coisa.

Você sabe, a vida é simples. Ela é simples quando a nossa comunicação é simples, a forma de se sentir se torna simples. Porque nada tem drama, o drama somos nós quem encarnamos, literalmente. Um drama aprendido desde bem pequenino no desenho animado, nas séries, nas novelas e repetido inconscientemente no cotidiano.

Minha dica é: escreva o roteiro da sua vida. Não o torne complexo. Simplicidade é a beleza da coisa toda.

Ah, e assista mais biografias de superação, ação e tudo que te coloque para o alto. Recuse roteiros sem criatividade, que denigrem a capacidade do seu cérebro em fazer novas escolhas.

Abraços!
Monik Ornellas




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